Mamacadela é o nome popular. Por que será?
14 de julho de 2017
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Vida Natural

Vida Natural é , para mim, abrir o coração e a mente para o outro, para a vida mais natural e com a Natureza. Tenho como lema que o que é bom para a natureza é bom para você e que saber ouvir o outro pode ser um dos remédios mais curativos destes tempos contemporâneos.

Vida Natural é desfrutar do que existe com bom senso, pelo prazer de experienciar, porém sem perder a liberdade para nenhuma experiência.

Vida Natural é é ter o entendimento de que toda a riqueza produzida (material, artística, espiritual e cientifica) pertence a humanidade como um todo.

Vida Natural é observar o mundo exterior do dia-a-dia, das instituições, da mídia, das ações daqueles que nos governam com distanciamento, analise crítica e prudência. É saber observar o seu mundo interior de onde brota quem você é, os seus talentos, a sua clareza diante da vida, a sua paz, a Paz de todos nós e a sua busca como ser humano neste curto espaço de tempo em que estamos vivos neste planeta.

Nesses tempos de transição, mutação, grandes mudanças, quebras de paradigmas e perda do sentido de muitos valores que nos sustentaram até agora, Vida Natural se propõe a buscar junto com você o que está desabrochando como novo, uma medicina natural, os poderes do compartilhamento em todos os campos, a ciência que faz de você dono de si mesmo e, principalmente, as novas expressões da retomada dos valores humanitários.

Este é um espaço no meu site de compartilhamento de experiências e de informações do que outros estão experimentando em busca de um novo tempo.

Conto com a jornalista Regina Festa como minha colaboradora direta nesta empreitada e com pesquisas em busca de novas informações que nos abram horizontes.

Você está convidado a participar e a compartilhar o que é Vida Natural para você. Traga a sua experiência e vamos juntos descobrir novos modos de se viver e de ser saudável.


Vou começar Vida Natural com as seguintes experiências:

1- Meu depoimento pessoal e como médica - Porque parei de comer carne depois de ouvir um grupo de jovens e ir fundo nas minhas buscas informativas e pessoais. Ser vegetariana está sendo uma escolha natural.


2- Mistérios do Açafrão - Quero convidar você a ler o artigo sobre os Mistérios do Açafrão. Coloque o açafrão ou a cúrcuma na sua mesa e saiba que, em todo o mundo, as evidencias estão mostrando que ele tem o poder de evitar muitas doenças e de substituir centenas de remédios. A medicina natural é não só uma volta ao passado acrescido de novos e extraordinários dados científicos, como é, para mim, o futuro da própria medicina.


3- Outro modo de viver a vida é possível? - Todos os que vivemos nas grandes cidades estamos sentindo na pele como a mudança dos tempos e dos valores está nos afetando física e emocionalmente. Dia a dia aumenta o número de pessoas que buscam conhecer alternativas, e por isso convido você a conhecer o trabalho do Instituto Pindorama, uma ONG de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro. Visite o site deles https://www.pindorama.org.br/index

O Pindorama trabalha com cursos online sobre temas como Montagem de Lâmpadas LED, Bioarquitetura, Gestores de Projetos Sustentáveis, Energia Solar, e outros como harmonização dos espaços segundo a tradição indiana dos Vedas, etc. No mês de junho de 2017 foram abertas as inscrições para o segundo curso online “Viver Fora do Sistema”. No ano anterior foram 15 mil os inscritos. Neste ano os inscritos superaram os 40 mil, indicando a necessidade crescente de alternativas. São pessoas que desejam viver em cidades menores ou mudar-se para o campo e que estão convencidas de que a mudança de vida é uma necessidade. Como fazer, ter seu próprio negócio, participar de uma rede de apoio entre iguais na sua cidade ou virtuais com troca de experiências, são temas desse curso. Conhecer pessoas mentoras que já viveram a experiência é muito importante neste processo. É o que este curso se propõe a compartilhar e discutir. Antecipo que o curso é pago e que o objetivo principal desta informação é dizer para você que o desejo de uma vida diferente e mais humana é crescente em todo o Ocidente (de onde temos mais informações).

Evidentemente, há outras instituições trabalhando com temas semelhantes no Brasil e no exterior. Se você conhece outras experiências, compartilhe conosco!

Para mais informações acesse o site do Instituto Pindorama, cujo link está acima.


4- Dialogando com os jovens – Vou abrir este novo espaço de compartilhamento de informações entre os jovens com um vídeo com cientistas ligados à física quântica, que mostra o poder do pensamento e da observação em nossas vidas.

A cada dia descobrimos um mundo novo se abrindo para nós. Se o pensamento pode fazer o que estas experiências científicas demonstram, a minha sugestão é que devemos tentar comprovar. A ideia de que a observação pode mudar a realidade - segundo o mundo subatômico - nos leva a questionar onde estamos colocando o nosso poder de observação. Será que temos a habilidade de observar ou estamos apenas viciados no mundo externo? Será que só conseguimos viver como reação aos estímulos do mundo externo? Quais os impactos desses novos fenômenos para as nossas vidas? Para a nossa saúde?

Convido você a assistir no Youtube o documentário “A física quântica prova que é o seu pensamento que cria a sua realidade” no link: https://www.youtube.com/watch?v=tjJjUpKBDSo

Depois, compartilhe conosco.

1

Parei de comer carne.
Depois do que vi, não consegui mais

Os médicos, em geral, são profissionais com uma rotina de trabalho acelerada. Agenda cheia e tempo contado. É a regra. Quando se tem tempo livre, ele também está tomado pela família e afazeres como todo ser humano. Tudo ia correndo igual até que começaram a aparecer no meu consultório jovens se consultando para saber como se alimentar adequadamente sem comer carne e como repor vitamina B12. Fazer um check up é normal. Comigo que tenho como exercício profissional o uso de fitoterápicos é uma escolha do paciente. Mas me buscar depois de virar vegetariano ou vegano não era comum.

Ao longo de semanas constatei que a maioria era filho de classe média, estudante ou universitários e, em geral, bem informados. Com o aumento dos pacientes percebi que o tema era como ter uma vida adulta normal sem comer carne e quais as respostas da medicina nesse caso. Constatei, então, que o tema de fundo era de princípios e de ética. Como se sabe a ética é um conjunto de valores e princípios que norteiam a conduta de uma pessoa ou de uma sociedade.

Jovens são idealistas e quando universitários cheios de criatividade. Eu mesma fui macrobiótica quando jovem na universidade, mas com objetivos de limpeza do fígado, melhor funcionamento do intestino e etc. Desta vez era diferente e, então, parei para ouvir, pesquisar o comportamento e me aprofundar nas informações que me eram trazidas. Um mundo de uma nova ética se abriu diante de mim, de amorosidade com a natureza e os animais, e de violências sem precedentes contra os animais, contra a natureza, e contra os seres humanos se descortinou. O véu caiu.

De alguma forma, todos sabemos, mas não conectamos as informações. Então, elas se juntaram e transcenderam. Os dados são estarrecedores:

- 80% do desmatamento da Amazônia é para a expansão da pecuária .

- De acordo com a ONU, a pecuária responde por nada menos que 18% de todas as emissões de gases de efeito estufa no mundo. Isso é mais do que todos os meios de transporte, todas as indústrias e todas as residências juntas! Parar de comer carne ajuda mais a conter a aceleração do aquecimento global do que nunca mais dirigir um carro, ou pegar qualquer meio de transporte .

- As maiores causas de morte no Brasil não são armas ou acidentes de carro. São problemas de saúde. Algumas das maiores causas de morte estão diretamente ligadas ao consumo de carne. Frango, leite e ovos são cheios de gordura saturada e ela é uma das principais causas de problemas cardíacos. Muitos estudos mostram que a gordura saturada também está ligada ao aumento da incidência de câncer. Galinhas e ovos também são cheios de substâncias cancerígenas, tais como dioxina, arsênico e mercúrio.

- Produzir um quilo de carne requer 15 vezes mais água do que produzir um quilo de grãos, feijões, frutas ou vegetais. Na verdade, a água que se consome para comermos um único hambúrguer é equivalente a mais de um mês de banho diário.

- Produzir um quilo de carne também consome 13 vezes mais combustíveis fósseis do que produzir um quilo de alimentos de origem vegetal.

- Quando paramos de comer carne, nós estamos ajudando a desacelerar o processo de aquecimento global significativamente, poluindo menos, evitando o desmatamento de áreas imensas e da Amazônia e economizando rios de água e vários outros recursos fundamentais para a nossa sobrevivência.

Você conhece o fisiculturista Paulo Victor, que é vegano? Segundo ele, se você conhecer a realidade dos matadouros, o confinamento dos animais criados como proteína (o fator de enriquecimento da JBS), dificilmente você vai ficar tranquilo ao consumir animais.

Pois eu fui checar. É um holocausto de animais permanente, que existe em razão do lucro e da nossa inconsciência. Fui assistir filmes, vi documentários, li livros, informei-me sobre testes e pesquisas com animais nas indústrias e o que muitos seres humanos tem feito em prol de mudanças. Inclusive o que algum país avançado tem feito. A Suécia, por exemplo, passou os dois últimos anos discutindo ampla e publicamente o novo código dos Direitos Animais, coordenados pela Secretaria Geral do Bem-Estar Animal (sim, é isso mesmo), que serão votados pelo parlamento sueco no próximo semestre de 2017. Pelo texto em discussão, nenhum animal poderá mais ser amarrado ou preso sem espaço para circulação, nenhum animal poderá ser obrigado a consumir aditivos químicos para crescimento rápido, abate com fins de lucro, estarão proibidos os testes de animais pelas indústrias, nenhum animal poderá ser separado da sua cria até o fim da amamentação, nenhum porco poderá ser castrado para engordar, nenhum animal poderá sofrer mal tratos, todo tem direito a cuidados, entre outros. Algo impensável em nosso mundo de tantos e outros desrespeitos.

Descobri nessa busca pessoas dedicadas, ONGs sérias de defesa dos animais, canais no youtube que ensinam receitas para veganos e vegetarianos e mais: o aumento do número de veganos e vegetarianos é quase uma revolução silenciosa. Nos Estados Unidos as pesquisas mostram que existem atualmente cerca de 20 milhões de pessoas que se declaram veganas. Não tenho dados quanto aos vegetarianos. No Brasil, são cerca de 8% da população que se declara vegana ou vegetariana, portanto, cerca de 16 milhões de pessoas, segundo o IBOPE em 2012. Como o crescimento é de 25% ao ano, podemos estar nos aproximando dos 25 milhões.

Veganos são os que não consomem nada de origem animal (incluindo o mel, gelatinas, sorvetes industriais, leite e derivados entre outros), nem produtos com gordura animal, ou testados em animais. Os vegetarianos, por outro lado, comem ovos, leite e derivados, mel entre outros ou produtos que não exigem o sacrifício do animal. O vegetarianismo estrito, contudo, não utiliza nenhum produto de origem animal na sua alimentação.

Graças ao contato com meus pacientes jovens, desde fevereiro de 2017 sou vegetariana em transição para o veganismo. Quem sabe e viu o que vi não consegue, realmente, comer animal com tranquilidade. Abrir-se para a consciência é uma experiência única a ser vivida sem medo.

Convido você a assistir aos documentários A Carne é Fraca, do Instituto Nina Rosa e o Cowspiracy, que se encontra no youtube e na Netflix.



Avisei em casa: não vou mais comer carne


Meu marido, que já foi macrobiótico durante anos, decidiu me acompanhar. Aderiu totalmente à nova dieta, mesmo sendo gaúcho e depois de muito churrasco.

Minha empregada alucinou:

- A senhora não vai viver mais do que três meses! Precisa de comida forte! A senhora trabalha demais, não vai mais pensar.

Ambos, meu filho e meu irmão - que mora comigo e cursa medicina - foram enfáticos:

– Mas aqui em casa não vai parar de ter carne, não é?!

A preocupação deles com a carne aumentou. Todo dia perguntavam se tinha carne.

Pouco a pouco meu filho decidiu pesquisar como é viver sem carne e resolveu comer cogumelos dois dias na semana em substituição à carne. Depois de um tempo, meu irmão topou experimentar e atualmente ambos já alternam cogumelos e leguminosas em substituição à carne.

Minha primeira reação física ao parar de comer carne foi ficar extremamente sensível ao glúten.

Já vinha reduzindo muito o glúten. Sempre fui dessas pessoas que procuram fazer os próprios pães na maior parte das vezes. Mas constatei que o glúten pesava cada vez mais e aumentava a sensibilidade no estomago.

Às vezes compro pão em padaria como todo mundo. Com o aumento da minha sensibilidade ao glúten meu filho decidiu pesquisar como resolver o tema. Então, só compramos atualmente pães com fermentação natural em boulangeries especificas. Pães de forma integral ou pães integrais com fermentação normal não mais.

A segunda observação foi a necessidade imensa de comer feijão e leguminosas. Chegava do trabalho e devorava sopa de feijão. Comecei, então, a fazer hambúrguer de grão de bico, arroz com lentilhas. As leguminosas substituíram claramente a minha proteína animal. Constatei que comecei a comer com mais prazer muitos legumes de todas as espécies acompanhados de fartas saladas. Passei a sentir muito mais os aromas das ervas e o sabor dos alimentos. Adquiri naturalmente o habito de comer mais vezes ao dia e a levar comida de casa para o trabalho acrescentada de ovos cozidos. Minha empregada me olhava e dizia:

– Mas a senhora vai comer só isso?

Sim, brócolis, repolho, couve flor, batata yacom, batata doce, inhame, sopa de abobora com gengibre, mingau de fubá, aí que delicia de alface! agrião, rúcula , todos com temperos trazidos do Moinho onde cultivo chás, tempero e hortaliças orgânicos e naturais e do que mais precisamos?

Um dia senti muita necessidade de comer peixe. Sabia que não adianta ficar comendo peixe ou carne branca, pois todo processo de criação dos animais em fazendas é o mesmo: cruel, com muito remédio e venenos.

Capitulei! À noite, Mário trouxe um filhote fresco e mesmo sendo já bem tarde fiz o pirão da cabeça, que aprendi com meus pais desde criança, e as postas fiz ao molho. Devorei sem culpa. Precisava mesmo.

Na primeira viagem em ambiente não vegetariano, constatei um dos lados difíceis da minha decisão: lanches em lanchonetes, aeroportos, são feitos de muito frango, presunto ou carne. O sanduiche do voo era de presunto e queijo e o pão péssimos. Nos restaurantes, a dúvida sobre a procedência do alimento à minha frente como que suspendia o estado de fome. Até então, essas questões não eram parte tão importante do meu dia-a-dia. Por sorte, a primeira saída foi uma viagem curta.

Com a experiência vivida passei a levar meu lanche em viagens. Então constatei que nem sempre na vida corrida eu conseguia pensar o lanche antes da viagem. O mundo começou a parecer puro frango e embutidos. Meu Deus! Que asco desses frangos!!! Passei fome por escolha. Como saída, comia até três ovos no café da manhã e pão branco que já tinha abolido, caso fosse a única opção. Doces de jeito nenhum com todos esses açucares brancos. Claro, emagreci.

Numa viagem para um encontro familiar no Rio Grande do Sul fraquejei de novo. Meu cunhado que sabe que sempre adorei ovelha fez um churrasco especialmente para mim. Que desafio! – vegetariano sabe o que significa esse momento até adquirir a capacidade de dizer não. Fato é que carneiro é uma carne mais leve - em termos de digestão - e na minha família sempre que comemorávamos algum evento meu pai encomendava uma ovelha, sabendo a procedência. Era assim em finais de ano, aniversários especiais, e no Sul, sempre está lá a ovelha e na família, sempre se sabe a procedência.

Já estava há mais de dois meses sem carne. Nossa, foi provar o carneiro recheado com as lembranças do passado e senti aquele sabor especial, puro prazer! Compreendi, então, porque as pessoas comem carne e o porquê este paladar pode viciar. É emocional: os alimentos que nos lembram infância, alegria, família, confraternização parece que nunca nos farão mal. Mas o tempo passou e o modo atual como se criam os animais não tem mais nada a ver como era na minha infância e juventude. Então constatei que enquanto não se faz a ruptura entre a emoção e a razão, você pode passar o resto da vida sem consciência. E descobri que ser vegetariana e mais ainda vegana é um ato de coragem, de respeito e de responsabilidade com a Vida. Algo que se pode decidir, – e é preciso muita decisão! - mas não se consegue impor. Influenciar, sim. Impor, mais difícil porque exige sensibilidade e novos conhecimentos.

Com tempo e decisão, você vai aprendendo a ser vegetariana. Como médica, conhecedora de fitoterapia e ervas em geral, posso fazer escolhas que me nutrem com as vitaminas, minerais e proteínas vegetais que necessito. Estou muito mais atenta às mudanças que ocorrem no corpo, nos sentidos e com as emoções.

Atualmente, minha dieta tem ovos, um pouco de queijo de búfala e cabra, hortaliças, leguminosas, o mais possível de alimentos naturais e orgânicos e muito missô. Para quem ainda não é familiarizado vai aqui a informação importante: o misso é a pasta de soja fermentada por meses ou anos, o que leva este alimento a ser pura proteína vegetal e retira dele toda parte ruim da soja. Por isso, prefira missô com fermentação natural. O missô resolve vários lanches no meu trabalho e se chego em casa e não tem nada pronto faço logo meu missô. Também como muito angu italiano, e como sou sensível a cogumelos tipo shitake, fico no cogumelo paris e shimeji que, modéstia à parte, faço muito bem, refogado no alho - nunca use cebola - mais aceto balsâmico e shoyu macrô de fermentação natural, e muito cheiro verde. Delicia!

Passados mais de seis meses – fiz minha decisão em janeiro de 2017 - não sinto falta nenhuma de carne. Mas devido as dificuldades de convivência num mundo de carnes em abundancia ainda enfrento situações constrangedoras. Devido às minhas jornadas cientificas intensas tenho de comparecer a vários jantares em restaurantes cujo prato principal é, invariavelmente, carne. Algumas vezes solicito ao maitre que me veja outra opção. Já ouvi coisas do tipo:

- Temos frango, doutora!

É carne!

- Que tal um salmão bem passado?

Salmão? Penso nos corantes, gorduras insalubres, alimentos transgênicos que o salmão geralmente consome, criação em cativeiros, sofrimentos. Estou fora, penso! E, em silencio, fico observando as pessoas comerem chouriços, baby beefs, carnes semi-assadas com sangue e batatas do lado. Algo em mim diz um solene não.

Minha pele - todos dizem - melhorou, estou mais jovem, meu intestino funciona perfeitamente, tomo bastante água e de modo mais consciente. Nunca me desvio para excesso de glúten, açúcar é raríssimo, e meu sentir interior está mudando. Quando sento para cantar mantras sinto meu espírito mais aberto, sou mais leve, mais feliz. No dia-a-dia sinto que tenho mais coragem para enfrentar o devir, mais criatividade, o sorriso é mais fácil e o coração mais tranquilo.

Não me vejo mais comendo carne vermelha ou frango. Mas ainda não sei se consigo viver sem peixe. É o meu desafio futuro nessa etapa do caminho em direção ao veganismo, que é a minha meta. Mas talvez eu ainda seja uma pesco-vegetariana . Estou atenta e o tempo vai me dizer.

Estou grata aos jovens que na minha Clínica me desafiaram a me informar sobre o que está acontecendo com a criação dos animais que consumimos para serem proteínas à venda e com os seus questionamentos sobre mais ética diante da Vida e do meio ambiente.

Li recentemente o livro de Yuval Noah Harari, o extraordinário best seller “Sapiens” e assisti entrevistas com o autor. Uma das faces do futuro que se aproxima para nós humanos, segundo Harari e que eu compartilho, é o fato de estarmos cada dia mais conscientes de que há várias formas de consciência na Vida e que o Homem não é mais a consciência central, única e suprema. Ao novo Homem que vem surgindo não é dado mais o direito de desrespeitar as consciências diferentes da sua. Entre elas, a dos animais! Hoje, a ciência prova que eles têm consciência, emoções, afetos. Diferentes das nossas, mas igualmente consciência.

Como medica afirmo que é sim possível e mais saudável viver muito bem sem carne e mais consciente.

Agora quero ouvir a sua história.




¹ O Guia dos Vegetarianos da Mercy for Animals p.7. Os próximos cinco parágrafos estão baseados em pesquisas e informações da Mercy. Abril, 2017

² O Guia do Vegetariano, p.7, publicado pela www.mercyforanimals.com.br

³ Agradeço o excelente material enviado pela Mercy for Animals e ao pessoal da EscolhaVeg.com.br. Gosto do trabalho da Green Monster que atua na defesa dos direitos animais com dicas de cozinha veg internacional.

Vida Natural se propõe a buscar junto com você o que está desabrochando como novo, uma medicina natural, os poderes do compartilhamento em todos os campos, a ciência que faz de você dono de si mesmo e, principalmente, as novas expressões da retomada dos valores humanitários…

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